sábado, 28 de janeiro de 2017

Posse do Pastor Lucas missionária Andressa no Setor 09 Boa Vista.

Pr. Giuliano Jacobina Stephanini passa o setor 09 Boa Vista para o Pr. Lucas Wescley Miranda
Sexta-feira (27) aconteceu a posse do novo pastor-supervisor da ADM – Boa Vista, para o trabalho pastoral em 2017. Para esta função foi designado o Pr. Lucas Miranda que estava como missionária na ADM – Setubal em Portugal.  O evento teve a presença do Pr. Ivaldo Leôncio, 1º vice-presidente da ADM, que representou o Pr. Antonio Dionizio e o Pr. Sergio Castro, 2º vice-presidente da ADM. Durante o culto diversos departamentos homenagearam o Pr. Giuliano Stephanini e sua esposa Miss. Klícia Nabhan, através de canções e palavras de incentivo por sua dedicação neste período em que supervisionou a ADM – Boa Vista. A ministração da Palavra foi feita pelo Pr. Sergio. Após a mensagem o Pr. Ivaldo fez a leitura e oração para a posse do novo pastor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Bíblia na Família e na Sociedade

A Bíblia na Família e na Sociedade A Bíblia na Família e na Sociedade Na sociologia, uma “instituição” é um padrão estabelecido da vida social. Os sociólogos costumam identificar cinco instituições: (1) o governo, (2) a economia, (3) a educação, (4) a religião e (5) a família. Mas, em maior grau que qualquer outra instituição, a família incorpora todas as funções de uma sociedade. Ela manifesta os padrões de autoridade e organização (governo). Ela recebe e dispensa fundos (economia). Ela ensina habilidades e conhecimento (educação) e alguma forma de devoção (religião). A família é, portanto, a unidade básica da sociedade. As famílias são necessárias na vida pessoal e social. As pessoas precisam de famílias para desfrutar de intimidade, relacionamento estreito e segurança. As sociedades precisam de famílias para garantir sua continuidade e lhe preparar membros responsáveis. Não surpreende, portanto, que mais de 95% das pessoas se casem. E, apesar de algumas diferenças de forma, o casamento e a família são fundamentais em todas as culturas conhecidas. Os últimos anos têm provocado mudanças radicais na vida familiar da maioria dos países do Ocidente. Nos Estados Unidos, o número de famílias com presença única do pai ou da mãe é mais que o dobro do que havia em 1965. Agora, mais de 20% de todas as famílias com filhos têm só um pai ou uma mãe. O índice de divórcio flutua em torno de 5,5 para 1000 (comparado a 2,5 em 1965). Os casamentos duram, em média, menos de dez anos. Há reivindicações ostensivas de casamentos e adoções para homossexuais. É evidente que a atividade sexual pré-conjugal é o padrão do mundo. Aproximadamente 70% de todos os universitários relatam ter mantido relações sexuais. Proporção semelhante de pessoas casadas relata infidelidade conjugal. Clamores por uma redefinição da família têm acompanhado essas mudanças. Diante desses clamores, a Bíblia permanece como fonte de constância e esperança (1) ensinando um modelo normativo para a vida familiar, (2) tratando das principais questões que confrontam a família em sua sociedade e (3) fornecendo recursos e orientação para a edificação da família. Um modelo bíblico de família A Bíblia reconhece que todas as culturas necessitam da família. A família repõe a população (Gn 1.28). Ela estabelece controle sobre instintos sexuais (1Ts 4.3-6; Hb 13.4). Ela dá identidade a seus membros (Sl 127-3-4). Ela prove treinamento básico para a vida social (Pv 4.1-27). O interesse principal da Bíblia, porém, é fazer com que a família tenha o devido relacionamento com Deus. O ensino bíblico é organizado em torno de três conceitos chave: (1) a primazia absoluta do casamento, (2) a função da família e (3) as relações funcionais na família. A prioridade do casamento. A Bíblia confirma com veemência a primazia do casamento como a unidade básica da vida social. Isso é feito de pelo menos três maneiras. Psicologicamente. O mais fundamental dos princípios do casamento é a complementaridade, a interdependência de homem e mulher na intimidade marital. Esse é um tema importante nos relatos da criação. Gênesis 1.27 registra que Deus criou “o homem à sua imagem [...] homem e mulher os criou”. Alguns estudiosos entendem que a “imagem de Deus” consiste na união de macho e fêmea. A imagem de Deus parece incluir mais que masculinidade e feminilidade. E, é claro, a Bíblia permite, de acordo com o momento, o celibato (Mt 19.12; 1Co 7.8,32). Entretanto, o casamento é o que permite expressão plena da identidade sexual. O princípio de complementaridade é mais explícito no relato da criação da mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). A solidão do homem não era boa (cf. Gn 1.31), de modo que Deus providenciou uma “ajudadora idônea”. A palavra hebraica traduzida por “idônea” significa literalmente “colocada em oposição a ele para que possa ser comparada a ele”. Isso indica uma correspondência ou uma adequação, uma interdependência de tipos diferentes, mas semelhantes, de pessoas. A declaração máxima de complementaridade está em Gênesis 2.24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. No pensamento hebraico, “carne” pode referir-se não só à matéria biológica, mas ao que hoje é chamado “personalidade”. Um casal, portanto, não só se torna biologicamente um, como também emocional, espiritual e psicologicamente um. No casal há um dar e receber mútuo daquilo que está no íntimo deles. Isso explica em parte o eufemismo bíblico de “conhecer” como sinônimo de relação sexual (Gn 4.1; 19.8). Sociologicamente. O casamento também tem primazia como a unidade social básica. O casamento é uma “ordenança da criação”, não uma ordenança da igreja. Isso significa que o casamento é válido e impõe obrigações para todos, independentemente da fé em Cristo (1Tm 4.3-5). A Bíblia apresenta o casamento como provisão de Deus para regular e sancionar a atividade sexual (Hb 13.4; Gn 2.24). Isso é crucial para qualquer sociedade. Na Bíblia, todos os privilégios, responsabilidades e consequências da vida sexual são confiados ao ambiente conjugal de compromisso mútuo e aprovação social. Teologicamente. O casamento é uma relação de compromisso firmado de maneira formal, como demonstram os termos “deixar” e “unir” (Gn 2.24; também Mt 19.5; Mc 10.7; Ef 5.31). Esse compromisso resulta em aprovação social para a união do casamento. Para os cristãos, o casamento bíblico leva mais adiante o ideal do compromisso. Trata-se de uma “aliança” entre os parceiros (Ml 2.14) e com Deus (Ml 2.10). O casamento cristão deve, assim, ser “no Senhor” (1Co 7.12-16; 2Co 6.14-18). Ele também possui significado teológico, simbolizando a relação de Cristo com a igreja (Ef 5.32). A família como unidade funcional. A Bíblia usa dois grupos de palavras para descrever uma família. De longe, o mais comum dentre os dois é “casa” ou “família” (grego oikos; hebraico bayit). No Antigo Testamento, ele ocorre mais de mil vezes; no Novo, mais de trezentas. Com frequência, as palavras referem-se simplesmente a uma habitação. Mas em geral referem-se a pessoas que vivem juntas num relacionamento familiar. Muitas vezes as palavras têm o sentido ampliado, como “a casa de Israel” (Êx 40.38) e “casa de Levi” (Nm 17.8) ou a “casa de Saul” (2Sm 3.1). Às vezes elas denotam uma família nuclear ou imediata (Mc 6.4; 1Tm 3.5). Essas palavras definem a família de acordo com sua função. Um oikos (bayit) é um grupo em atividade. É um sistema ou um ambiente caracterizado por certas atividades essenciais. A palavra “economia” serve bem como ilustração. Ela vem de oikos e de nomos (“lei”), assim, seu primeiro significado é a lei da família. Em grego, oikonomia denota a gerência ou administração da casa (Lc 16.3). O oikos (bayit) é uma unidade social a que Deus atribui algumas responsabilidades. Entre elas estão a provisão de necessidades básicas (1Tm 5.8), a criação de filhos (1Tm 3.12), a proteção (Mt 12.25) e a promoção da qualidade de vida para pais e filhos (“edificar a casa”, Pv 24.3). A Bíblia pressupõe que essas tarefas exigem certa ordem estrutural dentro da família e ordem estrutural também no que diz respeito à família na sociedade. Dentro da família, é preciso que a ordem prevaleça (1Tm 3.5,12; Pv 11.29). A autoridade legítima é reconhecida, mas delimitada com cuidado. O marido é encarregado de liderar a família em amor (Ef 5.24), compreensão e respeito (1Pe 3.7; Cl 3.18-19). A esposa tem a obrigação de respeitar essa responsabilidade de liderança (Ef 5.22; Cl 3.18), de incentivar o marido nessa responsabilidade (Tt 2.4; Pv 31.10-11), mas sem nenhuma sensação de medo ou intimidação (1Pe 3.5-6). As tarefas de manter e edificar a casa estabelecem desse modo as esferas de responsabilidades básicas. A esfera do marido é a provisão e a liderança para o bem da casa. Em 1 Timóteo 5.8, por exemplo, ele é considerado responsável pelo “cuidado dos seus”. A esfera da esposa é a provisão e a liderança dentro da casa. Em 1 Timóteo 5.14 as mulheres são instruídas a serem “boas donas de casa” (também Tt 2.4-5; Pv 31.27). É claro que essas áreas não se excluem. A diferença está no eixo. A responsabilidade principal do marido é dar provisão e direção para a casa. A da esposa é cuidar e gerir a casa. As famílias precisam não só de ordem interna, como também de ordem em relação à sociedade. A Bíblia entende que a família é a principal unidade na concessão de cuidados para seus membros. A responsabilidade de instruir os filhos (Sl 78.4-6; Pv 22.6) e o cuidado com os idosos (1Tm 5.4), por exemplo, são da família, não de outras instituições sociais. Numa sociedade altamente complexa, essas tarefas são com frequência exercidas de maneira indireta. Mas a Bíblia deixa claro que são obrigações da família. Além disso, a Bíblia fala da família como o ponto de contato estratégico entre o indivíduo e a comunidade maior. A família é um amortecedor, oferecendo refúgio e paz (Pv 25.24; Lc 10.5; Mc 3.20-21). É um ambiente para desenvolver relacionamentos (cf. 1Tm 5.1-2), suprir necessidades (Rm 12.13) e comunicar ideias (especialmente o evangelho) de maneira seletiva, mas liberal (Mt 9.10-11; 10.12-13; Fm 2). É notável que os lares foram os principais instrumentos de evangelização e ministério na igreja primitiva (At 2.46; 1Co 16.15; Cl 4.15). A família é o campo de treinamento de cidadãos responsáveis (Dt 11.9-21) que podem causar um impacto permanente na sociedade (Sl 127.3-5; Ml 2.15). Ela é, acima de tudo, um ambiente propício para desenvolvimento da fé viva (Dt 6.7; 2Tm 1.5). A família como unidade relacional. O segundo grupo de palavras que denotam “família” é patria (e outra afim, genos), no Novo Testamento (em hebraico, mispabah). Elas ocorrem menos de vinte e cinco vezes no Novo Testamento, enquanto mispahah ocorre no Antigo Testamento cerca de trezentas vezes. Essas palavras destacam as relações que mantêm as famílias juntas, ou seja, o parentesco. Associações frágeis às vezes chamadas “família” na cultura contemporânea são desconhecidas na Bíblia. A família é formada pelo casamento, depois nascimento ou adoção (Gn 15.3). Pela Bíblia, um relacionamento não é uma ligação emocional. O relacionamento implica um conjunto de responsabilidades exigidas por laços de compromisso (casamento) e sangue (filhos). Os princípios bíblicos para construir relacionamentos devem ser interpretados nesses termos. A Bíblia mostra pouco interesse em preocupações modernas como capacidade de relacionar-se ou dinâmicas interpessoais. Os relacionamentos familiares repousam principalmente na responsabilidade para com o cônjuge, os filhos, os pais e os parentes (Ef 5.22-6.4). A Bíblia e as questões familiares Como a unidade social básica, cada questão social atinge de algum modo a família. É claro, porém, que algumas questões chegam mais perto do centro da identidade e do bem-estar familiar. Na sociedade contemporânea, estariam entre essas questões: papéis sexuais (veja acima), a extensão e os tipos de comportamento sexual e os padrões de casamento. A Bíblia e a sexualidade humana. O primeiro princípio bíblico da sexualidade humana é que o sexo é legítimo exclusivamente dentro da aliança do casamento. A declaração concisa desse princípio em Gênesis 2.24 é a corte de apelação em todo o Novo Testamento em questões ligadas ao casamento e ao comportamento sexual (veja Mt 19.5-6; Mc 10.8; Ef 5.31). As implicações desse princípio orientador são também examinadas na Bíblia. Primeiro, todos os desvios sexuais são condenados (Gl 5.19; Rm 1.24). Entre eles a relação sexual com crianças (pedofilia, veja Mt 18.6), o incesto (Lv 20.11-21) e o comportamento homossexual (Lv 18.22; Rm 1.26-27). Segundo, a atividade sexual está sempre ligada à edificação da família. Isso não significa que o único propósito da sexualidade são os filhos, por mais que sejam importantes (Sl 127.3-5; 128.3-6). Significa que a Bíblia coloca o sexo dentro da estrutura da formação da família. Todo ato sexual, de regra, possui potencial para concepção. E a relação sexual é o meio pelo qual se cumpre a ordem divina de gerar filhos (Gn 1.28). Ele também expressa amor (Hb 13.4), nutre o companheirismo (Pv 5.18-19) e fortalece o compromisso (1Co 7.3-4). Por conseguinte, como princípio operacional, qualquer atividade sexual que não possa ser considerada promotora da formação de famílias vai contra a Bíblia. O sexo pré-conjugal, por exemplo, coloca a intimidade sexual antes da aliança do casamento. Ele também tem o potencial de produzir filhos para os quais ainda não foi preparado o ambiente seguro de um lar (casamento). Assim, ele não consegue edificar uma família. Terceiro, a sexualidade causa consequências psicológicas poderosas. O sexo é o modo de união no casamento (Gn 2.24). Ele junta duas pessoas formando “uma carne” (veja acima). O sexo no casamento desenvolve a personalidade. Mas fora dele, distorce e prejudica emocionalmente (1Co 6.18; Ml 2.16). Quarto, o casamento é a provisão divina para expressão sexual (1Co 7.9). Como tal, é normal e bom (Jo 2.1-11; 1Tm 4.3; 5.14). A Bíblia certamente permite o celibato e o recomenda para uma vida de devoção completa (1Co 7.7-9,32-34). Mas a noção de celibato egoísta que busca o próprio prazer é estranho à Bíblia. O celibato bíblico sempre inclui castidade e devoção (Mt 19.10-12; 1Tm 5.9-11). A Bíblia e o divórcio e o novo casamento. Assim como ocorre hoje, o divórcio era comum em todo o mundo greco-romano e em Israel após o exílio (cerca de 536 a.C.). Isso explica os severos alertas a respeito do divórcio e novo casamento em Malaquias (cerca de 430 a.C.) e em todo o Novo Testamento. Enquanto o divórcio vem se tornando mais aceitável na sociedade, os cristãos questionam cada vez mais o ensino bíblico sobre o assunto. A discussão envolve quatro passagens-chave nos evangelhos (Mt 5.32; 19.3-12; Mc 10.2-12; Lc 16.18), uma nas epístolas de Paulo (1 Co 7) e algumas no Antigo Testamento (especialmente Dt 24.1-4). A questão decisiva nessas passagens é se há motivos justificáveis para o divórcio e, caso haja, quais. Debates extensos tem levado a diferentes conclusões entre cristãos evangélicos. Alguns não encontram permissão alguma para o divórcio. Outras encontram uma, duas ou várias. Outras permitem o divórcio, mas não o novo casamento. Um ponto crucial nesse debate é Mateus 19.3-9 (também Mc 10.2-12), onde Jesus citou a permissão mosaica de um “certificado de divórcio” no contexto do próprio ensino. Jesus afirmou que Moisés “permitiu” essa prática por causa da dureza dos corações. A prática é descrita em Deuteronômio 24.1-4 que, porém, não prescreve nenhuma base para divórcio. Antes, proíbe o novo casamento de um casal previamente divorciado. O motivo do divórcio (“por ter ele achado coisa indecente nela”) é ambíguo em hebraico. Já na época do Novo Testamento, os rabinos judeus dividiam-se quanto ao significado da frase. Os seguidores do rabino Shammai limitavam o significado a “adultério”. Os seguidores do rabino Hillel incluíam qualquer coisa que desagradasse. A pergunta dos fariseus reflete esse debate (19.3). Jesus evitou o laço armado e, ao mesmo tempo, elaborou três pontos importantes acerca do divórcio. Primeiro, ele declarou que a questão do divórcio não era pertinente. Deus queria que o casamento fosse uma relação de aliança e uma união que formasse “uma só carne” pelo resto da vida (19.4-6). Segundo, Moisés não instituiu o divórcio, nem forneceu bases para isso. Ele só permitiu e regulamentou o divórcio como uma realidade social que resultava em última análise do pecado. Terceiro, o Senhor designou a imoralidade sexual como a única base para o divórcio (1990). A palavra usada é porneia (cf. a palavra “pornografia”), um termo um tanto amplo que inclui outros tipos de imoralidade além do adultério. Há muito se entende que o ensino de Paulo em 1 Coríntios 7 acrescenta uma segunda exceção para o divórcio. Nesse caso, um crente “não fica sujeito à servidão”, caso o cônjuge incrédulo deixe a relação de casamento (1Co 7.12-15). Tomadas em seu sentido literal, essas palavras parecem indicar desobrigação do compromisso marital e, portanto, liberdade para novo casamento (cf. 7.39). Em 7.10-11 Paulo reiterou o ensino do Senhor sobre o ideal do casamento. Os maridos e as esposas não se separem. Mas caso o façam, devem buscar reconciliação ou permanecer sós. A palavra aqui traduzida por “separar” (chorizo) pode incluir o divórcio. Parece mais natural pressupor que a Bíblia aceita o novo casamento em casos de imoralidade sexual e abandono. Em 1 Coríntios 7.8-9 Paulo disse que é melhor que os “solteiros” casem-se em vez de se arriscarem à imoralidade sexual. Em 1 Coríntios 7.27-28, Paulo deu uma orientação ainda mais geral ao tratar de tais pessoas. A palavra “solteiros” (agamos) não se refere exclusivamente a pessoas que nunca se casaram (“virgem”, parthenos) ou a viúvas (chera). Ela parece englobar pessoas que não se encontram casadas por algum outro motivo. Observe o contraste entre “solteiro” e “viúvas” (7.8,39) e “virgens” (7.27-28). A Bíblia destaca que o próprio Deus pretende que o casamento seja uma relação de aliança vitalícia entre um homem e uma mulher. Deus declara seu ódio ao divórcio (Ml 2.16). Tanto o Senhor como Paulo foram coerentes ao apelar à ordenança do casamento na criação em seu ensino. A Bíblia não exige nem recomenda em parte alguma o divórcio. Antes, o perdão e a reconciliação são estimulados (1Co 7.11). Todas as exceções são dadas com reserva, como um meio de regular condições pecaminosas. Em suma, a fácil aceitação do divórcio moderno é estranha à Bíblia. A Bíblia como recurso para edificação da família A conhecida passagem de 2 Timóteo 3.16 sobre a inspiração é uma declaração não só da origem da Bíblia, mas de sua utilidade “para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. É interessante que o versículo fazia ligação entre o ministério de Timóteo na época e sua infância (2Tm 3.15). Paulo lembrou a ele que as Escrituras que haviam moldado seu caráter na infância agora serviam de fundamento para o trabalho de sua vida. As Escrituras desempenhavam papel crucial na participação de Timóteo na mesma “fé sem fingimento” que possuíam sua mãe e avó (2Tm 1.5). Escritores antigos como Tertuliano (falecido em cerca de 215 d.C.) afirmaram que a leitura da Bíblia estava no centro da vida familiar cristã primitiva (À Sua Esposa 2.8). Agostinho (falecido em 430 d.C.) menciona a leitura do salmo 101 pela família para consolo na casa de sua mãe no funeral dela (Confissões, 10.12). Policarpo, um discípulo do apóstolo João (falecido em cerca de 155 d.C), elogiou a igreja de Filipos pela constância na devoção familiar: “Tenho certeza de que sois bem versados nas sagradas Escrituras e que de nada vos esquecestes” (Aos Filipenses, 12.1). Infelizmente, muito dessa ênfase na devoção familiar dissolveu-se na Idade Média. A Bíblia foi restrita ao clero, e diminuiu-se a ênfase no estudo acadêmico da Bíblia. A Reforma (século VXI) muito fez para reviver a vida devocional da família, ainda que não tenha chegado aos níveis dos primeiros séculos cristãos. Em anos recentes, a prática voltou a ser negligenciada. A edificação bíblica da família, porém, depende da devoção familiar. Os estatutos e os mandamentos de Deus devem ser constantemente ensinados. As crianças devem ser criadas de modo que temam a Deus e vivam em obediência (Dt 6.1-8). De maneira amorosa, elas devem ser instruídas e guiadas “no Senhor” (Cl 3.21; Ef 6.4). A Bíblia incentiva a família a criar uma atmosfera de devoção (Êx 12.25-27; Dt 12.7; Sl 78.1-8; Is 38.19), onde a Palavra de Deus seja ensinada e haja uma obediência contínua a ela. Assim, em Deuteronômio 6, os filhos são ensinadas quando os pais fazem com que os estatutos divinos recebam atenção constante da família. Pelo aspecto negativo, isso implica que a Bíblia não deve ser usada de forma imprecisa ou inadequada. Pelo aspecto positivo, implica que a leitura da Bíblia ocorre com regularidade. E, principalmente, implica que a Bíblia deve ser obedecida; e o Salvador, de quem ela fala, adorado.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Obras da Carne & Frutos do Espírito

Obras da Carne & Frutos do Espírito

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE.

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).

As obras da carne (5.19-21) incluem:

(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Força Para Viver

Força Para Viver


Introdução do Livro:

"Leia isto antes de começar" 



Numa manhã de domingo, não muito tempo atrás, três homens entraram engatinhando na cabine de uma espaçonave de aspecto estranho, que estava presa a um gigantesco foguete no Cabo Kennedy, na Flórida. Enquanto todo o mundo aguardava, fascinado, começou a contagem regressiva para o lançamento da espaçonave Colúmbia.
Antes disso, jamais uma espaçonave decolara da terra, orbitara em torno do planeta e voltara em vôo controlado, aterrissando como um avião. Foi necessária muita força para realizar tal missão.
O foguete que levou a espaçonave media 61 metros.
Pesava duas mil toneladas (isso mesmo, dois milhões de quilos!)
Só de combustível carregava um milhão e novecentos mil litros!
Seu empuxo era de mais de dois milhões de quilos – força suficiente para levar a espaçonave a uma altitude de 37 quilômetros em apenas dois minutos.
Depois da decolagem inicial, a Colúmbia subiu a ama altitude de 300 quilômetros e orbitou em volta da terra a uma velocidade de 27.000 quilômetros por hora.
Em sete dias, fez 113 órbitas em volta da Terra.
Foi uma das maiores demonstrações de força já vistas no mundo.
Os jornalistas compararam a espaçonave a uma águia, mas ela não era uma águia. Era apenas um amontoado de metal. Quando sua força acabou ela caiu do céu, com suas chapas inferiores brilhando com o calor da reentrada na atmosfera, e acabou sua missão pousando como um planador nas planícies salgadas do deserto da Califórnia.
A espaçonave Colúmbia foi uma realização científica espetacular. Sua força para sair da Terra, e, na verdade, toda a sua capacidade de permanecer no espaço, foi criada pelo homem.
As águias, por causa da sua capacidade de encontrar as térmicas – colunas de ar quente que se elevam do solo – são capazes de permanecer em vôo indefinidamente, muitas vezes sem ao menos mover suas enormes asas. A Colúmbia não era uma águia; era uma simples espaçonave. Por isso, seu destino era mesmo cair de volta à Terra.
A única maneira pela qual poderia ser uma águia seria ter nascido águia – ou renascido como águia.
Este é o problema da maioria de nós – aliás de todos nós. Temos uma certa quantidade de força natural. Por alguma razão, entretanto, não temos força suficiente para chegar até o fim. Alguns parecem começar bem, mas mesmo eles acabam por cair de volta à terra no final das contas. A maioria de nós nem sequer chega a decolar da plataforma de lançamento. Fazemos algum barulho, ensaiamos uma ameaça de vôo, mas decolar que é bom, nada. Às vezes nem barulho somos capazes de fazer e, sem qualquer força, somos derrubados pelo primeiro vento que chega e nos lança ao chão, onde ficamos, esquecidos para sempre – como se nem mesmo tivéssemos existidos.
Recentemente, algumas pessoas extremamente bem – sucedidas, pessoas que chegaram à fama em suas profissões, foram questionadas com respeito às suas próprias vidas. Essas pessoas não eram montes de metal, cujo destino seria cair do céu à Terra mais cedo ou mais tarde. São como águias de verdade – voando e alcançando as alturas.  Quando lhes perguntamos de onde vinha a força que as mantinha no ar, todas deram a mesma resposta.
Deus.
É isso aí. Disseram que a sua força para viver vinha de um relacionamento pessoal com Deus. Ao contrário da espaçonave Colúmbia, que chegara ao espaço pelo esforço humano, todas disseram que haviam tentado o caminho do esforço humano e que fora tudo em vão. Quando, porém, se voltaram para Deus e permitiram que Ele controlasse suas vidas, então começaram a subir.
Você vai dizer: “Deus? Essa é boa! Ele pode ajudar pessoas que já estão com a vida feita, mas comigo é bem diferente!”
Espere um pouco. Deus não é apenas para os famosos, os ricos ou para aquelas pessoas respeitáveis que se vestem bem para ir à igreja no domingo. Deus é para todo mundo. Ele ama os que já estão sem esperança. Ele ama os alcoólatras, os viciados, os que já perderam a força para viver e estão caindo indefesos em direção à destruição no choque com a terra (se não explodirem antes ao reentrarem na atmosfera). Ele ama o desempregado, a mulher que se enredou na teia do adultério e da prostituição, o adolescente solitário, o fracassado homem de negócios.
Ele ama você, e se você permitir, Ele não só lhe mostrará um novo caminho, mas lhe dará a força para viver.
É disto que fala este livro. Força para viver. Há muito tempo o profeta Isaías descobriu esta verdade. O que ele escreveu já foi experimentado por milhões de pessoas nas mais diferentes condições de vida, ao longo de muitos séculos. Chegou a sua vez de por Deus à prova, de permitir que Ele lhe dê a força, não apenas para sobreviver, mas para viver de verdade. Leia o que disse Isaías:
Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam. ( Isaías 40.31 ).


Nota: Muitas pessoas me escrevem querendo saber como adquirir este livro, bem como o livro O CORAÇÃO DO HOMEM. Como este último é um livro muito antigo e eu não conheço nenhuma editora que o reproduza com as gravuras originais, eu não posso fazer nada a respeito. Quanto ao livro FORÇA PARA VIVER, este livro foi distribuído gratuitamente em 1988, se não me falha a memória, e eu também não conheço nenhuma editora que o reproduza para venda ou distribuição gratuita neste momento. Postei aqui apenas a sua introdução, intitulada “LEIA ISTO ANTES DE COMEÇAR”, não apenas para matar a curiosidade de quem deseja conhecer o conteúdo do livro, mas também por conter uma poderosa e impactante mensagem da qual você poderá tirar bastante proveito.  Leia e releia quantas vezes puder. Isso é tudo o que eu posso fazer no momento.